respire e (ins)pire

 

 

Amor Estranho Amor

13/04/2015

 

 

O fotógrado Hal, nome verdadeiro Haruhiko Kawaguchi, tem um jeito bem único (como todos nós) de expressar sua particular visão do amor e suas conexões.

 

Parece uma espécie de amor claustrofóbico, rotulado, sem oxigênio. Mas por outro lado protegido da interferência e contaminação externa.

Isso é o que, para mim, ele mostra em sua série Flesh Love:

Um amor à vácuo, que sugere uma membrana que protege e tira todo o ar, como se as pessoas estivessem mortas ou congeladas em uma geladeira de supermercado numa postura corporal de acolhimento e proteção. Complexo e paradoxal como o amor e até mesmo a própria arte.  

 

As fotos são fortes e me causaram certo desconforto. Acho que é o propósito dessa obra e de qualquer artista: causar algum tipo de sensação.

Os modelos usados foram casais da vida real; alguns ele encontrou em bares e clubes, enquanto outros entraram em contato pedindo para serem fotografados ou literalmente embalados.

 

Hal explica: "Olhando para estas embalagens a vácuo de amor, podemos imaginar um mundo mais pacífico".

E ainda: "Para mim, a embalagem a vácuo é apenas um meio: o importante é a conexão com alguém".

 

Podemos dizer que essa versão alternativa de se mostrar o conceito do amor e união seria bizarro? Ou seria lindo?

Qual a medida certa para demonstrar amor? Qual o tipo de amor que lhe cai bem?

 

Acho que se um amor não for protegido, cuidado, ele pode ser contaminado. Mas afinal, qual o nível máximo de interferência externa que um amor pode suportar?

 

Love is art, Love is You. 

 

 Paula Costa  

 

Água - Nossa maior riqueza

24/03/2015

 

Nesse texto eu ia escrever sobre outro tema, mas é difícil não compartilhar esse assunto em um momento onde, em qualquer esquina, se fala sobre a escassez de água no nosso planeta. Participei de experiências transformadoras nos últimos 2 meses e gostaria de dividir essa consciência com vocês.

Mas vou começar falando dela. Da menina Vitória que me encantou.

 

Significado do nome Vitória >> aquela que vence.

Todos os moradores de Gramacho - RJ são vitoriosos apesar de não levarem desde nascença a esperança desse nome. Quanta miséria vi naquele lugar. Quanta falta de tudo o que é básico para se viver de maneira justa.

Os moradores de Gramacho, assim como outros de tantos outros lugares do nosso país e do mundo, vivem sem água potável, sem comida, higiene básica e educação.

As pessoas moram em barracos que são construídos em cima desse lixo. Crianças alegres e carentes que só pediam um abraço e atenção. Adultos com olhos esperançosos e outros descrentes que acompanhavam nossos passos em direção a eles, com baldes debaixo do braço.

O mal cheiro tomava todo o lugar. O chão é um mar lixo de toda espécie: ossos de animais, produtos de limpeza, sapatos, animais recém mortos, absorventes, brinquedos quebrados, louça sanitária, colchões, tudo e mais um pouco do que sua cabeça puder imaginar.

Claro que nesse lugar a água não é limpa e claro que muitos adultos e crianças vivem doentes por lá.

 

Quando sai de casa, pensei que estaria levando um pouco de amor e ajuda à essas pessoas. Mas quando sai de lá, vi o quanto eles me inundaram de força e esperança para continuar seguindo no meu caminho fazendo o pouco que me é possível, mas que já causa alguma pequena diferença.

Olhar nos olhos deles e ver a alegria de tomar uma água limpa, de dar banhos nos seus bebês, de lavar um alimento com água potável é muito gratificante.

 

É inacreditável que 1 a cada 6 pessoas no mundo, não tem acesso á agua limpa.

Podemos ajudar a mudar a vida de tantas crianças e adultos que ficam doentes por falta de água potável.

Faça o que você ama e ajude no caminho.

Essa é a filosofia desse projeto, que agora faço parte aqui no Brasil, criado pelo atleta Jon Rose que decidiu não mais viajar somente para surfar e escolheu ajudar as comunidades carentes a terem água potável no caminho por onda passava.

Através de um filtro super pequeno, (do tamanho de uma pasta de dente) 100 pessoas por dia podem ter acesso a água limpa.

Esse filtro que tem a capacidade de transformar a água imprópria para uso atendendo aproximadamente o consumo de 100 pessoas por dia durante 5 anos.

Podemos não conseguir mudar o mundo, mas sim ajudar a transformar a vida de muitas pessoas.

 

Neste domingo, 23.03, fomos à comunidade Nelson Mandela em SP e tivemos a oportunidade de levar acesso à água potável para mais de 200 famílias. Até esse final de semana que termina no dia 29.03, a Waves for Water vai

doar um galão de água potável para cada post publicado no Instagram, usando o #nofilter.

Para ajudar crie sua foto e participe dessa campanha que acontece em todo o mundo.

 

Boa sorte nessa vida, linda garotinha. Para você e para todos, que de alguma forma,

conseguimos ajudar levando acesso à água potável nesses lugares por onde estivemos.

 

“ Vale la pena vivir. Vale la pena seguir viviendo. Siempre hay un para qué.” Viktor Frankl

 

Muito obrigada Jon Rose e Guga Ketzer pelo convite de participar desse projeto tão lindo.

Ganhei um valioso presente: um novo sentido para a minha vida e sem dúvida para a vida dos

nossos “ friends #forwater” : Dani Suzuki, Paolla Oliveira, Grazi Massafera, Robertinho Moura,

Renato Perotti, Paulo Pimenta e Carol Perotti, um beijo com amor e gratidão para todos vocês.

 

#friends #forwater #waves #forwater #agua #potavel #ajudenocaminho

 

Paula Costa

Metamoforse-se

09/02/2015

 

Morrer, renascer, florescer. São alguns dos processos individuais mais bonitos, verdadeiros e necessários ao ser humano. 

O que fazer quando nos perdemos de nós mesmos e como reagir para nos acharmos novamente?

Acredito que para isso é preciso ter coragem para tirar a roupa: encarar nosso autoretrato e nos despir de nós mesmos, principalmente das nossas crenças limitantes que são o verdadeiro aprisionamento da mente. 

 

Já dizia o filósofo Nietzsche: “As convicções são as inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.”

 

Esse momento pode demorar a chegar, mas é uma catarse necessária para nossa evolução. E que momento é esse? Acho que essa hora chega quando conseguimos fazer o exercício de sair do corpo e nos olhar de fora. 

 

Os caminhos que desenhamos para o autoconhecimento podem ser os mesmos que nos levam para a “auto sabotagem”. 

 

Estágio da cobra. Consciência. Estratégia evolutiva. Mudança de pele. Toque na alma. Mudança de forma. Liberdade e Ilusão. Medo. Adaptação do ser. Entrega. Metamorfose. 

“Ser ou não ser, eis a questão”. Construção: processo individual e intransferível.

 

Sou fascinada por esse trabalho da Bianca Patrícia e na minha interpretação ele ilustra bem esse momento que pode ser difícil, sofrido, mas logo ali na frente lindo, libertador e repleto de prazer. É um gozo delicioso o momento desse encontro depois de tantos desencontros.

 

Na série “Julia”, 2011, pode-se ter algumas interpretações dos “porquês” dessa troca de pele. Para onde o corpo se leva? Qual a verdadeira natureza em si agora? 

 

E todo o processo de autoconhecimento é rico de incoerência. Choro, raiva, alegria extrema, desespero, coragem, medo, vulnerabilidade, questionamento sem fim, observação, sedução.

 

É tão sedutor e prazeroso aprender a tirar a roupa sem pudor... Esse processo está se tornando instigante e divertido para mim. Sigo engajada nessa missão de virar borboleta. “Metamoforsear-me” sem medo.

 

Tire a roupa que te esconde e pesa no teu corpo. O mais lindo da vida é descobrir quem somos, o que amamos fazer e nos espalhar em benefícios para todos que nos cercam. 

 

Como cantava Raul “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

 

Mude de idéia sobre você. 

 

#metamorfose-se #conscientize-se #grite #cale #sinta #voe #ame

 


Paula Costa 

Respire e (INS)pire por Paula Costa

06/01/2015

 

Quem diria!

Logo eu que ganho a vida criando imagens me deparo com o desafio de colocá-las em palavras,

na minha própria coluna!

 

A primeira vez a gente nunca esquece, né?

Me sinto como na minha primeira (e única até agora) aula de surf: uma mistura de ansiedade,

excitação e um medinho básico; mas quando a gente consegue descer na primeira onda a alegria

invade! Sensações clássicas de principiante.

 

Vou adorar dividir trabalhos que me emocionam por esse mundão e também, vez ou outra, alguns

trabalhos meus dos quais tenho muito carinho. Vou falar de arte, moda, música, amor, família e

tudo que seja feito com paixão. Como se estivesse entre amigos no sofá da minha casa.

 

Seja bem vindo ! Respire e (Ins)Pire.

 

Um pouco de mim ...

 

Depois de quinze anos trabalhando em publicidade, moda e design, percebi que era fascinada pela arte da expressão visual.

 

Foi quando me dei conta (e não tem tanto tempo assim) que nasci para contar histórias através das imagens. É isso que amo fazer e realizo com muita gratidão! Causar algum tipo de sensação e emoção através delas é a magia que me inspira, assim como traduzir o coração em palavras é o ofício do poeta.

Por falar em poetas, quem mais imaginaria, por exemplo, Rita Lee como a mais completa tradução de São Paulo, segundo Caetano na letra de “Sampa”? É interessante essa associação de imagens criada por ele para definir São Paulo.

Como Diretora Criativa, mergulho fundo nos meus trabalhos para achar a tal “Rita Lee” que traduza o conceito de cada marca, seja através de campanhas, estratégias de branding, produto, uma capa de um disco, editoriais entre tantas outras formas de expressão.  

 

E você? Saberia me dizer qual “a tua mais completa tradução”?

 

Em tempo: Parabéns pelos 461 anos, Rita Lee! 

 

 

#desvendar #sentir #afirmar #criarhistórias #emocionar #envolver #surpreender #conectar #libertar #amar 

 

 

Paula Costa - Diretora Criativa