“O artista vem bem antes da arte. Mas a vida, antes de tudo.”

 

Formada em Comunicação e artista por intuição, a artista Paula Costa encontrou na beleza da finitude uma maneira de se relacionar com sua própria história.

 

Utilizando-se quase sempre de matéria orgânica, suas obras secam e apodrecem. São transformadas e finalizadas não pela artista mas pela ação do inevitável tempo, dia após dia.

Um contínuo exercício de humildade e desapego às horas dedicadas preparando com esmero cada instalação, bordado ou imagem.

Diferente de um quadro de galeria ou instalação num museu, num sentido direto sua arte não foi feita para durar. Possui e assume vida útil como o esqueleto de seu propósito.

A fotografia tem o dom de congelá-la no tempo mas assim como muitas estrelas, ela em si não existe mais.

Um vão artesanato, cheio de beleza e sentidos.

 

Plásticos que nos separam de sensações, bordados resignificando flores que secam, colagens de imagens desconexas afirmando desejos concretos, frutos surreais lutando contra nosso olhar acostumado diante da mãe natureza.

 

A essência de Paula precede a existência de seu trabalho.

“Tenho a sensação de estar falando as mesmas coisas a vida inteira, em todas as profissões que tive e a cada trabalho que realizei. Acredito na soberania da vida e que toda arte, por mais bela que pareça, ainda seja uma evolução de meras pinturas rupestres. Minha maneira de afirmar minha passagem pelo mundo é aceitando o tempo de duração das coisas.”

Artista Visual e Diretora Criativa. Rio de Janeiro, Brasil.

Direito de Utilização de Imagens exclusivamente de Paula Costa, sem autorização para cópia ou compartilhamento.

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